Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro visou capturar chefes do Comando Vermelho ligados ao tráfico na Bahia, resultando em tiroteio na favela do Vidigal e deixando cerca de 200 turistas ilhados no Morro Dois Irmãos, nesta segunda-feira (20). O objetivo era Edinaldo Pereira Souza, o “Dada”.
O principal alvo era Edinaldo Pereira Souza, conhecido como Dada, apontado como líder na região de Caraíva. Ele fugiu de um presídio baiano em 2024 e vinha se escondendo no Rio sob proteção da facção.
Dada alugou uma casa no Vidigal nos últimos dias, segundo a polícia, facilitando o monitoramento. Ao perceber a operação, ele fugiu, deixando pessoas próximas para trás.
Durante a ofensiva, criminosos interditaram a Avenida Niemeyer com um ônibus cruzado e contêineres. A pista foi desbloqueada por volta das 6h50, quando a Polícia Militar formou um comboio para restabelecer o tráfego.
Moradores relatam episódios de tensão desde o início da manhã, com tiroteios em diferentes pontos do morro. Turistas que faziam a trilha no Morro Dois Irmãos ficaram impedidos de descer, saindo apenas por volta das 7h20 sob escolta policial.
A única prisão confirmada foi de Núbia Santos de Oliveira, apontada como responsável por auxiliar na lavagem de dinheiro da organização. Ela é companheira de Wallas Souza Soares.
Contexto legal e impactos
O governo do Rio de Janeiro afirmou que a ação ocorre em meio a regras impostas pelo STF para operações em favelas. As restrições da ADPF 635 foram flexibilizadas em abril do ano passado, após restrições que duraram a pandemia.
Especialistas lembram que medidas restritivas, vigentes por anos, foram associadas à intensificação de disputas territoriais e à criação de bases operacionais dentro de comunidades, segundo o secretário Felipe Curi, da PCERJ.
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