Aconteceu nesta quarta-feira (07) a segunda das cinco sessões previstas no Senado para discutir a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias e folga um. Na primeira semana de campanha para o 2º turno das eleições presidenciais, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em busca de uma nova estratégia digital, cobrou – em vídeo postado nas redes sociais – um posicionamento do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL).
No conteúdo, postado algumas horas antes da sessão desta quarta, o presidente e candidato à reeleição disse que Flávio deveria se posicionar, informando como irá direcionar os aliados do PL nas articulações pré-votação, que está prevista para acontecer no dia 15 de outubro.
Em entrevista coletiva, o coordenador da campanha eleitoral de Flávio, o também senador Rogério Marinho, afirmou que vê a PEC como ação eleitoreira do governo. Segundo Marinho, o objetivo da oposição será adiar a votação para depois do 2º turno, que acontece em 25 de outubro.
Alegando que a votação entre os turnos eleitorais seria contra o regimento interno, Marinho cobrou do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) o cumprimento das normas da casa.
Alcolumbre
Antes da sessão, Alcolumbre disse que o combinado foi colocar a PEC na pauta do Plenário somente após o primeiro turno das eleições, e que essa promessa foi cumprida.
De acordo com o presidente do Senado, ainda não há nenhum requerimento com a finalidade de adiamento, mas, caso seja apresentado, ele incluirá na pauta para deliberação.
Para ser aprovada, a proposta de emenda à Constituição precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno, e por mais três sessões de discussão antes da votação em segundo turno.
Sem a dispensa dos prazos regimentais, a votação em primeiro turno só poderá ser concluída na próxima semana.
(Com informações da Agência Senado e da Agência Brasil)
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