Uma menina de 3 anos morreu após uma trave de futebol atingir sua cabeça durante uma atividade recreativa em uma escola particular de Prudentópolis, no Paraná. O acidente ocorreu por volta das 16h20 da quinta-feira (16/4), na quadra da instituição.
Segundo o Corpo de Bombeiros, outras crianças estariam se pendurando na estrutura quando ela tombou, derrubando a travessia sobre a vítima. O ocorrido mobilizou a comunidade escolar e levou à imediata comunicação às autoridades.
A Escola Nosso Futuro emitiu nota de luto, destacando a dor pela perda da aluna e afirmando que permanece em oração pelo conforto dos familiares. A prefeitura informou que, no momento da concessão do alvará, as condições da escola estavam regulares.
A Administração municipal ressaltou a obrigação de fixação adequada de equipamentos esportivos, inspeções e manutenções periódicas para reduzir riscos. A ABNT afirmou não haver norma específica para traves de futebol e que a segurança depende da instalação correta, fixação e manutenção.
Em função do caso, a Secretaria Municipal de Esportes e Recreação adiou as finais dos Jogos Escolares do Paraná, previstas para sexta-feira (17), para a próxima semana. A decisão visa evitar riscos adicionais ao público e aos participantes.
Projetos de lei em discussão
Na Assembleia Legislativa do Paraná, tramitam dois projetos de lei que tratam da instalação e da manutenção de traves esportivas em espaços públicos e privados. Os textos são o PL 153/2026 e o PL 199/2026.
As propostas estabelecem fixação permanente ao solo ou o uso de sistemas de contrapeso para estabilizar as estruturas. Também preveem inspeções técnicas periódicas com laudos emitidos por profissionais habilitados. Os textos ainda aguardam votação em plenário.
As medidas buscam ampliar a fiscalização e a segurança de equipamentos esportivos para evitar acidentes semelhantes. Especialistas destacam que a aplicação depende de responsabilidade dos gestores e de regularidade nas manutenções.
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