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Herdeiros disputam destombamento da Escola Panamericana

Conpresp retoma julgamento do tombamento da Panamericana; placar é quatro a três, faltam dois votos e decisão pode manter ou reverter a proteção.

Vista da fachada do Museu da Língua Portuguesa com estrutura metálica vermelha, janelas de vidro e escada externa amarela em espiral. Vegetação verde no primeiro plano e céu parcialmente nublado ao fundo.
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O Conpresp, conselho municipal de patrimônio, decidiu manter ou destombar o prédio da antiga Escola Panamericana de Arte e Design, em Higienópolis, São Paulo. A votação, marcada para a próxima segunda-feira (27), envolve o risco de reversão do tombamento.

A decisão depende de um voto de vista do presidente do órgão, o procurador Ricardo Ferrari, que pode fechar o julgamento. O placar atual é de 4 a 3 pela reversão, defendida pela Keeva Investimentos, empresa dos herdeiros de Lipszyc, falecido em 2020. Ferrari votou a favor do tombamento na última análise técnica.

O histórico do caso remonta a 2021, quando o pedido de tombamento foi apresentado pela Appit, em meio à ameaça de demolição de outra unidade da escola nos Jardins. O prédio de Higienópolis foi mantido, e no fim de 2025 passou a integrar a ESPM como campus histórico.

Contexto histórico e arquitetura

O edifício é descrito como uma referência da arquitetura em aço com estética high-tech, inspirada por projetos como o Centro Pompidou. Inaugurado em 1998, a construção tem quatro andares, estrutura de aço exposto e instalações aparentes, marcando identidade pós-moderna.

Pesquisadores destacam que Zanettini, arquiteto responsável, buscava repensar modelos construtivos com o uso de estrutura metálica. Para o reconhecimento do tombamento, o imóvel foi considerado essencial para a arquitetura paulistana do final do século passado.

Partes envolvidas e posicionamentos

A defesa do tombamento está associada ao núcleo paulista do Docomomo, que enviou carta em apoio à preservação. A Keeva, por sua vez, argumenta que a medida restringe o direito de propriedade e pode impedir intervenções futuras no prédio.

O advogado da Keeva afirmou que a discussão ganhou contorno ideológico e garantiu que o prédio deve permanecer intacto. Em resposta, representantes de entidades técnicas ressaltam o valor histórico e cultural da obra para o centro de São Paulo.

Contexto urbano e desdobramentos

O caso ocorre em meio a um movimento de verticalização em Higienópolis, impulsionado pela Lei de Zoneamento. Três empreendimentos estão em construção a uma quadra da escola, aumentando a pressão por mudanças no uso do espaço.

A decisão final pode restringir ou liberar intervenções significativas no prédio, como reformas ou demolição. O resultado terá impacto sobre o uso futuro do espaço e seu papel na paisagem urbana da região central.

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