O novo diagnóstico interno da Microsoft Games aponta que o Game Pass ficou caro demais para os jogadores, segundo um comunicado encaminhado a equipes. A CEO Asha Sharma afirma que o serviço é central para o valor do Xbox, mas o modelo atual não é definitivo. Ela sinaliza uma evolução gradual para um sistema mais flexível.
No curto prazo, a mensagem aponta a necessidade de uma nova equação de valor. Asha Sharma assumiu a liderança no início de 2026, substituindo Phil Spencer, e já indicou, em março, durante a Game Developers Conference, a intenção de tornar o serviço mais acessível.
A Microsoft elevou os preços do Game Pass em outubro do ano passado, justificando maior flexibilidade, escolha e valor. A reação dos assinantes foi de cancelamentos, o que ajudou a colocar o tema em disputa dentro da empresa.
Contexto recente de preços
Entre as mudanças, a empresa discutiu reduzir a presença de lançamentos recentes da franquia Call of Duty no catálogo do Game Pass para reduzir custos, conforme relato do jornalista Jez Corden.
A aquisição da Activision Blizzard, concluída por US$ 68 bilhões, complica a manutenção de políticas de inclusão de títulos modernos no serviço. A possível mudança aumenta o desafio de equilibrar custo e atratividade.
Frente de parcerias e próximos passos
Em outras frentes, o CEO da Netflix, Greg Peters, informou reuniões iniciais com Sharma sobre pacotes conjuntos entre as plataformas, sem detalhar propostas definitivas. A ideia é buscar modelos alternativos para o Game Pass.
Além disso, o mercado acompanha a expectativa sobre a próxima geração de consoles, o codinome Project Helix. A compra de Sharma em meio a rumores de preço elevado para o dispositivo gera volatilidade nas expectativas de preço final.
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