Uma nova decisão sobre o caso envolvendo a soldado Gisele Alves Santana veio a público. A defesa da família afirmou detalhes da tramitação processual e a possível suspensão do andamento contra o tenente-coronel Neto. A informação foi apresentada pelo advogado José Miguel Junior Silva.
Gisele foi morta em seu apartamento em São Paulo, no dia 18 de fevereiro, quando estava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa. A versão apresentada pela defesa aponta que o relatório aponta para violência doméstica, mas as investigações indicam que Neto teria sido o autor do feminicídio.
O tenente-coronel Neto está detido desde 18 de março. Ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual. A defesa questiona a competência da Justiça Militar na avaliação do caso, enquanto a Justiça comum segue o curso regular da ação penal.
Situação processual
O advogado da família explicou que a ação penal não corre em segredo de justiça e que houve conflito positivo de competência. A juíza responsável pela ação apontou que a suspensão do processo, caso haja deliberação do STJ, seria de competência superior. O andamento do processo não está suspenso.
Segundo a defesa, a juíza determinou apenas a citação do acusado para responder à acusação na Justiça comum. A tramitação segue aberta, com a regularização da defesa para que Neto responda aos autos.
A filha e a família
Gisele deixa uma filha de sete anos, fruto do casamento anterior. A tia da criança, Ana Durval, escreveu em redes sociais sobre a dor da perda e o impacto na menina, destacando o vazio deixado pela ausência da mãe.
Ana Durval relatou que a guarda da menina permanece com o pai. Ela enfatizou que a criança vive dias difíceis, com a ausência de afeto materno e mudanças decorrentes do luto. A família afirma buscar apoio para a criança lidar com a situação.
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