O Reino Unido deve aprovar uma lei para banir o uso de smartphones dentro das escolas. A proposta recebe apoio do primeiro-ministro Keir Starmer, pressionado por pais, professores e oposição. O objetivo é tornar as escolas ambientes livres de celulares durante o dia.
A ideia ganhou relevância após o governo publicar um guia em fevereiro recomendando que as escolas adotem políticas de restrição. A emenda apresentada por um deputado conservador, apoiada pelo governo, busca dar respaldo legal ao que já ocorre de fato em muitas instituições.
Segundo dados do Departamento de Educação, a medida intensificará o que já é prática em boa parte das escolas. A emenda promete “força legal para aquilo que as escolas já fazem”.
Mudança de tema: redes sociais e contexto internacional
Um em cada três parágrafos de texto, o conteúdo mostra o debate sobre redes sociais para menores de 16 anos, conforme modelos internacionais. A Austrália é mencionada como referência em políticas sobre uso de plataformas digitais por jovens.
O Brasil já tem lei federal desde o ano passado que proíbe smartphones e aparelhos eletrônicos na educação básica, tanto na rede pública quanto na privada. A tendência global aponta para restrições crescentes no uso de dispositivos digitais em sala.
Dados da UNESCO indicam que 114 países já adotaram proibições de celulares nas escolas, representando 58% do total. Há três anos, o percentual era de 24%. A organização aponta motivos como queda de atenção, cyberbullying e impactos no aprendizado.
Panorama histórico e resultados educacionais
A trajetória de outros países é citada para ilustrar efeitos educacionais. A Noruega, que distribuiu iPads há uma década, registrou queda em leitura e compreensão de texto em parte da população.
Relatos de resultados apontam que, entre 65 países avaliados pelo PIRLS, a Noruega ficou entre os últimos em leitura. As mudanças também aparecem nos resultados do Pisa, da OCDE, com desempenho inferior ao UK em alguns períodos.
Autoridades e especialistas ressaltam que a proibição por si só não basta. A discussão inclui infraestrutura de armazenamento seguro, como armários com cadeado, para evitar perdas e distrações. A aposta é combinar regras mais rígidas com investimento público.
Entre na conversa da comunidade