Daniel Patrício Santos de Oliveira, 29 anos, foi morto com mais de 20 tiros durante uma abordagem policial na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele dirigia uma picape Ram, acompanhado de três amigos, quando a patrulha do 41º BPM, de Irajá, efetuou os disparos.
A família afirma que houve 23 tiros e que ninguém no veículo estava armado. A perícia encontrou marcas de tiro em um muro próximo, além do carro. Dois policiais foram presos em flagrante pela Corregedoria Geral da PM.
Daniel morava há 22 anos na região, era casado e tinha uma filha de quatro anos. A esposa, Karina Dias Paes, descreveu o momento como devastador e pediu apuração rigorosa das circunstâncias.
Investigação e responsabilização
Segundo a PM, a patrulha realizava a abordagem e, na ação, um ocupante do veículo ficou ferido, não resistindo aos ferimentos. A versão oficial não detalha o que motivou a parada nem os procedimentos adotados.
A família acusa o episódio de roubar a vida de Daniel e de deixar perguntas sem resposta sobre o uso da força. O caso reabre debate sobre atuação de forças de segurança na capital fluminense.
Caso semelhante
O caso de Daniel lembra o da médica oncologista Andréa Marins Dias, de 61 anos, morta a tiros por PMs em Cascadura, em março. Na ocasião, o veículo foi confundido com o de suspeitos e as câmeras estavam descarregadas, impedindo registro da ação. Os policiais foram afastados.
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