A Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal na última semana, envolve um grupo sob investigação que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão em crimes financeiros. A ação aponta para lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), além de estelionato digital e rifas ilegais. Ao todo, foram cumpridos 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em nove estados e no Distrito Federal.
Entre os investigados, estão nomes que ganharam visibilidade pública. No Rio de Janeiro, o funkeiro conhecido como MC Poze, cujo nome é Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, esteve na Penitenciária de Bangu 1. Ele foi transferido na manhã de quarta-feira (22) para o Presídio Joaquim Ferreira, anexo da Cadeia Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), após se declarar sem facção.
Em São Paulo, MC Ryan SP — Ryan Santana dos Santos — permanece detido na carceragem da Superintendência da Polícia Federal. O influenciador Chrys Dias foi preso em Itupeva, no interior paulista; ainda não houve confirmação de transferência. No estado, outros alvos já estavam detidos ou sob custódia.
Contexto e desdobramentos operacionais
No interior de Goiás, Raphael Sousa Oliveira, apontado como criador da página Choquei, está custodiado no Núcleo Especial de Custódia do Complexo Prisional Policial Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia. A unidade trata de presos sob monitoramento diferenciado.
A PF informa que, além da soma de prisões, a investigação envolve movimentações com criptoativos, grandes transações financeiras e transporte de dinheiro em espécie. Até o momento, 33 pessoas foram presas e seis continuam foragidas. A rede teria atuado em várias frentes para ocultar a origem ilícita dos recursos.
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