O cardiologista Rafael Vilanova, do Complexo Hospitalar de Niterói, alerta que coração acelerado, falta de ar e aperto no peito podem sinalizar ansiedade ou arritmia. O diagnóstico exige cuidado para não confundir os quadros.
A diferença está no curso do episódio. Na ansiedade, há gatilho emocional e os sintomas costumam cessar com a resolução da situação. Já a arritmia tende a surgir e terminar de forma abrupta, sem motivo claro.
Há casos em que o coração dispara sem qualquer desencadeante aparente, principalmente durante a noite. Outra possibilidade é a taquicardia paroxística, descrita por pacientes como uma virada no peito, sugestiva de episódios agudos.
Sinais de alerta e conduta médica
Qualquer episódio que assuste o paciente merece avaliação médica. Tontura, desmaio, dor no peito associada ou falta de ar desproporcional ao esforço elevam a urgência.
Quem tem histórico de doença cardíaca, como insuficiência, infarto ou válvulas comprometidas, também precisa de avaliação rápida. Jovens atletas com episódios durante o exercício demandam investigação antes de retomar atividades intensas.
Pacientes com predisposição familiar a arritmias graves devem receber atenção especial, pois podem ter maior risco de complicações. Em todos os casos, o objetivo é esclarecer se há arritmia ou apenas resposta transitória ao estresse.
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