A Polícia Federal solicitou nesta quinta-feira a prisão preventiva dos envolvidos na operação Narco Fluxo, mesmo após o Superior Tribunal de Justiça ter autorizado a soltura em liminar de MC Ryan SP e Poze do Rodo. A PF sustenta novos elementos que justificam a medida.
Os dois funkeiros haviam sido presos há oito dias pela investigação de lavagem de dinheiro que, segundo apurações, teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão. O STJ havia determinado a soltura, mas a PF apresentou novo pedido de detenção.
Novo pedido e motivações
A PF aponta cinco fundamentos para manter a prisão: integridade de provas, prevenção de interferência, necessidade de aprofundar investigações de aparelhos, risco de reiteração delitiva e gravidade concreta dos fatos.
A defesa de MC Ryan reagiu, dizendo que a medida é extemporânea e questionou o cumprimento de requisitos da preventiva. O advogado informou que o alvará já estava expedido e que o pedido não altera a soltura.
Contexto da operação Narco Fluxo
A força policial deflagrou a operação em 10 estados e no Distrito Federal, com 33 prisões temporárias e 45 buscas, 33 pedidos cumpridos dos 39. Entre os alvos, bens de alto valor e itens como carros de luxo, dinheiro, armas e equipamentos.
A investigação descreve um esquema de ocultação de valores, envolvendo grandes operações financeiras, transporte de dinheiro em espécie e movimentações com criptomoedas. O montante total detectado supera R$ 1,6 bilhão.
Medidas administrativas aplicadas
Foram bloqueados bens e restrições societárias dos investigados para preservar ativos e facilitar eventual ressarcimento aos cofres públicos. As medidas visam impedir a continuidade de atividades ilícitas.
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