O policial Federal pediu à Justiça a prisão preventiva de MC Ryan, MC Poze e outros envolvidos na Operação Narco Fluxo. A investigação aponta uma organização criminosa dedicada à lavagem de dinheiro de apostas e rifas ilegais, com movimentação estimada de 1,6 bilhão de reais.
Os investigados permanecem presos desde o dia 15. O TRF3 confirmou o novo pedido, mas o conteúdo do processo não foi divulgado, pois tramita em segredo de Justiça. A operação cumpriu 39 mandados de prisão e procedimentos de busca e apreensão.
O STJ havia concedido habeas corpus a todos os presos, alegando ilegalidade na extensão da prisão. A PF, no entanto, recorreu com novo pedido de custódia preventiva após a decisão.
Defesas afirmam não haver fato novo. O advogado de MC Poze afirmou que a iniciativa fere a decisão do STJ e aponta possível abuso de autoridade, citando vazamentos de imagens do cumprimento da prisão.
A defesa de MC Ryan criticou o timing, questionando por que a medida não foi solicitada antes. A investigação envolve artistas do funk, influenciadores e donos de páginas de entretenimento, ligados a operações de lavagem de dinheiro.
Segundo a apuração, os recursos ilícitos teriam origem em jogos de azar não regulamentados, apostas online e rifas digitais. Também há indícios de uso do esquema para lavar dinheiro relacionado ao tráfico internacional de drogas.
Entre na conversa da comunidade