Amâncio Jorge de Oliveira, 58, foi nomeado pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP, tornando-se o primeiro negro a ocupar um cargo de alta gestão na instituição em 92 anos. A nomeação é vista por ele como símbolo para jovens negros no ensino superior em busca de carreira acadêmica.
O professor tem trajetória marcada por atuações que exigem adaptação. Foi vice-diretor do Instituto de Relações Internacionais e, de 2020 a 2024, ocupou o cargo no Museu do Ipiranga, durante a reconstrução e a reinauguração no bicentenário da Independência.
Na administração central, Amâncio afirma que é essencial ampliar a relação entre USP e sociedade, ampliando políticas públicas, inovação e comunicação com o contribuinte. Ele destaca o papel da extensão como ponte entre universidade e população.
Desafios e propostas
Entre as metas, está fortalecer a mobilidade de carreira de docentes negros e ampliar a comunicação com a sociedade, incluindo maior transparência no financiamento público das universidades.
O professor aponta o Escritório Ciência e Sociedade como elemento-chave para entender demandas sociais e transformar pesquisa em resultados práticos.
Ressalta a importância dos museus como portas de entrada da população à USP, destacando o histórico vínculo com o público infantojuvenil.
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