O Turner Prize, um dos mais tradicionais prêmios de arte britânica, anunciou hoje seus indicados para 2026. Os quatro artistas concorrem ao prêmio de 25 mil libras, com a expectativa de apresentar seus trabalhos em uma mostra que acontecerá no Middlesbrough Institute of Modern Art, em Teeside, sob organização da Tate Britain. A edição deste ano traz a primeira exibição da mostra dos indicados em um ambiente acadêmico, no âmbito da Middlesbrough University.
A curadoria destacou a diversidade de propostas, com foco em instalações e performance. O público poderá conferir as obras em espaços como o Teeside University e o Middlesbrough Institute of Modern Art, refletindo sobre temas conceituais e desdobramentos contemporâneos. A escolha segue o formato tradicional, mas já gerou discussões sobre o risco artístico associado ao prêmio.
Indicados e detalhes
Simeon Barclay
Barclay concorre com *The Ruin*, performance apresentada no Institute of Contemporary Arts em Londres, no Hepworth Wakefield e no New Art Exchange, em Nottingham. O trabalho usa monólogo falado para abordar identidade britânica, masculinidade e classe, tendo como base a experiência do artista em Huddersfield.
Kira Freije
Freije é reconhecida por uma exposição solo no Hepworth Wakefield, realizada em parceria com o Modern Art Oxford. A mostra reuniu esculturas em metal, com partes do corpo isoladas e elementos como cortinas e móveis, em obras geralmente moldadas a partir de pessoas próximas ao processo criativo.
Marguerite Humeau
Humeau, conhecida internacionalmente, teve mostra em espaços como a Bienal de Veneza, Palais de Tokyo e museus na Finlândia. Nomeada por uma exposição realizada no ARKEN, em Copenhague, e no Helsinki Art Museum, a artista apresenta esculturas de grande escala que exploram figuras de futuros pós-humanos ou de tempos passados.
Tanoa Sasraku
Sasraku integra a lista por uma exposição no ICA London, com instalações que discutem o petróleo e as histórias associadas ao seu comércio. A artista mais jovem entre os indicados apresentou esculturas, trabalhos em papel e cinema, combinados em uma instalação que equilibra ironia e seriedade.
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