O segundo julgamento pela morte de Diego Maradona teve ontem, 23, sessões marcadas por depoimentos contundentes de médicos e autoridades. O médico que assinou a certidão de óbito, Juan Carlos Pinto, descreveu as condições da residência onde o craque foi encontrado sem sinal de resposta durante a reanimação. Segundo ele, não havia equipamentos médicos no local, como desfibrilador, ventilador ou oxigênio, e não havia indicação de cuidados domiciliares no quarto.
Pinto relatou que Maradona já apresentava sinais de morte ao chegar à casa, com o corpo sem pulso e sem batimentos, além de edema severo, rosto inchado e abdômen distendido. O médico descreveu lividez cadavérica e rigidez já presentes. Ao chegar, o médico vizinho que havia feito o sinal de alerta informou que não havia possibilidade de intervenção.
Relatos dos policiais e do cenário
Lucas Farias, o primeiro policial a chegar, relatou encontrar Claudia Villafañe na cozinha e, ao observar o quarto, ver o corpo coberto e extremamente inchado a uma distância de aproximadamente 1,5 a 2 metros. O ambiente tinha roupas esportivas, um sanduíche na mesa e itens de uso médico que foram apreendidos posteriormente.
Cristian Méndez, chefe da polícia científica, detalhou que a equipe tirou fotos da cena para entender as características do incidente. O corpo estava na cama, com garrafas de água e medicamentos no quarto, além de itens que foram recolhidos. Os médicos realizaram o exame externo, mediram temperatura e verificaram o rigor mortis.
A autoridade também descreveu que o trabalho de documentação incluiu a continuação de fotografias para registrar a situação e apoiar a apuração dos fatos. As informações são parte de um conjunto de testemunhos apresentados na audiência para esclarecer as circunstâncias da morte do ex-jogador.
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