A Polícia Civil cumpriu mandados judiciais nesta sexta-feira em Guaraí, no norte do Tocantins, para desarticular um grupo suspeito de associação criminosa e agiotagem. A operação, denominada Nêmesis, envolve 13 ordens e mira indivíduos que teriam usado a estrutura do Estado, inclusive armamento, para cobrar dívidas com juros abusivos. Ao todo, houve prisão preventiva de dois policiais militares, de um funcionário do sistema prisional e de um suspeito apontado como agiota.
Segundo apuração da DEIC de Palmas, o grupo intimidava vítimas para cobrar empréstimos na cidade de Guaraí e em Palmas. Entre as vítimas estariam um empresário de 45 anos e a mãe dele, de 65, que teriam recebido ameaças e cobrança de dívidas há mais de dois anos. A dívida teria se iniciado com um empréstimo em Guaraí, com juros abusivos que chegaram a milhares de reais por mês.
Os mandados cumprem ainda, além das prisões, seis de busca e apreensão e três de suspensão de funções públicas. A Justiça determinou o afastamento dos dois PMs, o recolhimento de armas e a suspensão das atividades do servidor do sistema prisional por 60 dias, além da continuidade das investigações. A defesa dos investigados informou que vai se manifestar após ter acesso aos autos.
A Polícia Militar informou ter instaurado procedimentos administrativos para apurar as denúncias, mantendo tolerância zero com desvios de conduta. O Núcleo de Segurança Pública destacou o afastamento dos dois policiais e o recolhimento de armamento por determinação judicial, reforçando o compromisso com a disciplina. A Secretaria da Cidadania e Justiça confirmou a contratação temporária do servidor do sistema prisional e afirmou que já solicitou a extinção do contrato de prestação de serviço do investigado.
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