A 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) confirmou por unanimidade a condenação do advogado e youtuber Wilker Leão de Sá. Ele foi julgado por seis vídeos em que interage com o professor Estevam Costa Thompson, da Universidade de Brasília (UnB), durante uma aula de história da África. O acórdão foi divulgado em 16 de abril e a pena ficou em um ano e onze meses de prisão, além de multa.
Os vídeos teriam como objetivo desmentir uma suposta doutrinação, conforme a acusação. Neles, Leão de Sá classifica o docente como transgeneral, acusa-o de enrolar e atribui a intenção de inserir uma posição ideológica aos alunos durante a aula.
O relator Cruz Macedo destacou a liberdade de cátedra prevista na Constituição, mas ressaltou que a soma de gravações não autorizadas com expressões depreciativas configura os crimes apontados. A defesa alegou ausência de dolo, elemento essencial para crimes contra a honra, mas o colegiado entendeu que houve intenção criminosa.
A defesa ainda sustentou que as gravações seriam episódicas, porém o acórdão aponta reiteração, edição de conteúdo e divulgação em canal próprio com alto engajamento, fatores que evidenciariam exposição e desqualificação deliberadas.
A Gazeta do Povo revelou ter procurado as defesas das partes, que deixaram espaço para manifestações. O processo tramita com base em provas de seis vídeos e nas consequências resultantes dos comentários publicados.
Entre na conversa da comunidade