Silvano Mário Attílio Raia, referência global em transplantes, morreu nesta terça-feira (28/4) aos 95 anos, em decorrência de problemas pulmonares. A confirmação foi feita pela Academia Nacional de Medicina.
O cirurgião brasileiro ficou conhecido por realizar o primeiro transplante de fígado com doador vivo e por expandir a prática para pacientes pediátricos. Também atuou como professor da FMUSP e como líder na área de transplantes.
Raia integrou a Academia Nacional de Medicina e ocupou, entre 1993 e 1995, o cargo de secretário municipal de Saúde de São Paulo. Chefiou ainda a Unidade de Transplante do Hospital Israelita Albert Einstein.
Legado na medicina
Pelas instituições, Raia é lembrado pela formação de gerações de médicos e pelo avanço científico, pautado pela inovação e pelo rigor acadêmico. Ao longo da carreira, escreveu mais de 10 livros, incluindo o relato da trajetória no título O Impossível é Apenas o Começo.
A FMUSP emitiu nota de pesar, destacando o papel decisivo do cirurgião na medicina brasileira e na sociedade. A instituição ressaltou o legado de dedicação à vida e à ciência.
Próximos passos
Até o momento, não há informações sobre o enterro ou cerimônias fúnebres. O portal ainda não confirmou data ou local do velório. A família, amigos e colegas devem ser informados por canais oficiais.
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