Fernandinho Beira-Mar, detento com mais de 20 anos de prisão, afirma não ser o líder do Comando Vermelho e sustenta que a fama ocorreu a partir de um episódio no sistema prisional. A declaração integra a série documental Territórios – Sob o Domínio do Crime, disponível no Globoplay.
Segundo ele, a condenação soma mais de 120 anos por homicídios, consequência de uma rebelião ocorrida em 11 de setembro de 2002 no presídio Bangu 1, no Rio de Janeiro. O episódio, diz, ampliou a percepção pública sobre sua posição dentro da facção.
Beira-Mar cumpre pena no sistema penitenciário federal de segurança máxima em Catanduvas, no Paraná, com condenações que superam 300 anos por crimes como tráfico de drogas, associação criminosa e homicídios. Apesar da prisão, autoridades ainda o atribuem papel de liderança no CV.
Territórios e contexto
A entrevista aparece ao longo do terceiro episódio da série, que aborda o funcionamento dos presídios federais e o impacto das facções criminosas. O material descreve restrições de contato entre detentos e visitantes e a dinâmica de regras dentro das unidades.
Beira-Mar comenta a rotina no regime federal, destacando que visitas são feitas via vidro e interfone, sem contato físico. O relato também trata da organização interna das facções, incluindo o funcionamento de uma espécie de caixa de favores que sustenta aparelhos de alimentação, roupas e cigarros.
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