A Anvisa deve liberar ainda neste semestre a comercialização de genéricos e similares de medicamentos à base de semaglutida, usados para tratar obesidade e diabetes. A patente da molécula expirou em março, e há cerca de 20 solicitações de empresas interessadas em produzir e vender os fármacos no país, segundo o diretor da agência.
A EMS, que investiu R$ 1,2 bilhão para montar uma fábrica no interior de São Paulo, afirma que a demanda reprimida é enorme e que o preço poderá destravar o volume de vendas. Em relação ao valor das canetas, a empresa não detalha o custo por questões estratégicas, mas aponta que o preço deve favorecer o crescimento do mercado. Na Índia, onde a patente também expirou, já há medicamentos vendidos a cerca de US$ 14.
Jeane Tsutsui, CEO do Fleury, destacou que a obesidade atinge aproximadamente 30% da população brasileira, quase o dobro da média global. Ela ressaltou que ampliar o uso das canetas pode contribuir para reduzir o peso de doenças associadas, como as cardiovasculares, hoje a principal causa de mortes no Brasil e no mundo. Entretanto, reforçou que o efeito depende da combinação entre medicamento e mudanças no estilo de vida.
Health Conference
O tema da discussão faz parte da Health Conference promovida pelo Brazil Journal nesta semana, em São Paulo. O evento contou com patrocínio de Hapvida, EMS, Fleury, Mediccont e Mevo. Os painéis complementares do encontro serão disponibilizados no site do Brazil Journal.
Entre na conversa da comunidade