Na Bela Vista, o bairro do Bixiga, Armando Puglisi criou um espaço que foge do museu tradicional para preservar memórias locais. O Museu Memória do Bixiga nasceu de uma ideia simples: transformar documentos, fotos e relatos em um registro vivo do bairro.
A inauguração ocorreu em 30 de abril de 1981, em uma casa na Rua dos Ingleses, 165. Puglisi, conhecido como Armandinho, reuniu material do próprio acervo para formar o arquivo histórico que valorizaria a história da comunidade italiana e das ruas que moldaram o bairro.
O projeto ouviu críticas iniciais, mas ganhou adesões entre moradores, jornalistas e estudantes. O arquivo teve como objetivo ligar o passado às ações presentes, mantendo vivo o cotidiano e as tradições do Bixiga.
Museu Memória do Bixiga
O museu buscou uma abordagem diferente: não apenas exibir objetos, mas permitir que as pessoas interajam com as peças. A proposta era transformar o espaço em um local onde o bairro inteiro fosse parte da memória, e não apenas o interior de uma sala.
A iniciativa rendeu cobertura da imprensa local, incluindo o Jornal da Tarde, na época, que destacava a importância de um arquivo gerido por um morador comum. A casa onde funciona o museu já abrigou a família Puglisi desde a década de 1920.
Ao longo dos anos, o acervo ganhou itens diversos, como recortes do jornal local O Bixiga, objetos de memórias e fotografias que retratam a vida cotidiana. O museu funciona como referência para quem busca entender o bairro.
Conteúdos do livro Memórias de Armandinho do Bixiga, com relatos do fundador, estão disponíveis hoje nas redes sociais oficiais do projeto, ampliando o alcance da memória do bairro.
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