O Brasil envelhece rapidamente e destaca a carência de rede de cuidados. Em 13 anos, a população com 60 anos ou mais cresceu 58,5%, segundo dados do IBGE. O contingente subiu de 22,2 milhões em 2012 para 35,2 milhões em 2025.
O fenômeno coloca pressão sobre famílias e sobre serviços públicos. Muitas famílias cuidam de idosos com doenças crônicas. Ainda assim, a rede de atendimento é pequena e concentrada principalmente no Sul e no Sudeste. A oferta varia bastante entre as capitais.
No acordo entre necessidade e oferta, centros-dia surgem como espaços de convivência. Em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, existem unidades que funcionam como creches para idosos em vulnerabilidade. Em Vitória, os serviços são parciais; em Maceió e João Pessoa, ainda não há oferta consolidada.
Grow de idosos e o peso regional
O aumento de pessoas com 60 anos ou mais não acompanha o mesmo ritmo de oferta de serviços em todas as regiões. Enquanto o Sudeste registra redes mais sólidas, o Norte e o Nordeste apresentam menor alcance. O contingente de idosos cresceu em 13 milhões entre 2012 e 2025, superando de longe o número de jovens com menos de 30 anos, que caiu cerca de 10%.
Casos de quem cuida e quem recebe
Marines Barbosa, 55, cuida da mãe Isaura, 75, com doença de Parkinson e demência por Corpos de Lewy. A rotina exige cuidado 24 horas, gerando exaustão física e psicológica. Em contrapartida, pessoas atendidas por projetos públicos relatam melhoria de saúde física e mental ao participar de atividades.
Espaços de convivência em São Paulo
Na Vila Maria, Zona Norte, o Núcleo de Convivência para Idosos Pipas recebe cerca de 560 matriculados, com aproximadamente 120 frequentando diariamente. Em 2024, foram realizados 199.156 atendimentos; em 2025, o número subiu para 210.925. Os espaços oferecem atividades como pilates, zumba e treino funcional, além de suporte social.
Estrutura de oferta por região
No Sudeste, todas as capitais mencionadas possuem rede de acolhimento, com centros-dia em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Vitória mantém centros de convivência e visitas domiciliares. No Sul, Curitiba possui dois centros-dia, enquanto Florianópolis divulga o serviço no site. No Centro-Oeste, Cuiabá afirma não ter centros-dia; Campo Grande e Goiânia negam a oferta. No Norte, Palmas confirma duas entidades civis prestando o serviço; demais cidades não responderam. Neuas regiões, como Brasília, não responderam aos levantamentos.
Projeto de apoio à saúde pública
O projeto Saúde Pública, com apoio da Umane, atua para promover iniciativas de saúde, incluindo ações voltadas ao cuidado de idosos. O diagnóstico aponta a necessidade de ampliar a rede de cuidados, garantindo acesso mais amplo e equitativo em todas as regiões do país.
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