Durante um voo da LATAM entre Campo Grande e São Paulo, uma criança de 10 anos identificada como influenciadora evangélica fez uma pregação no corredor. Comissários interviram para impedir a atividade durante a operação da aeronave.
Especialistas ouvidos pelo UOL apontam que a pregação pode atrapalhar a circulação de pessoas e o trabalho da tripulação, além de elevar o risco em caso de turbulência ou necessidade de evacuação. A ação também pode gerar incômodo entre passageiros.
A prática viola regras de segurança de voo, que proíbem atividades que desobedeçam orientações ou coloquem em risco a ordem a bordo. Em caso de descumprimento, a ANAC prevê medidas que vão desde advertência até restrições de viagem e responsabilização civil.
Consequências e sanções
Segundo a ANAC, passageiros indisciplinados podem receber orientação formal, serem contidos fisicamente, ter apoio policial acionado ou ter o embarque retirado. Também há possibilidade de reparação de danos ou suspensão de acesso ao transporte por até 12 meses.
A divulgação do episódio gerou críticas sobre exposição de menor. O ECA orienta proteção à criança contra humilhação pública, respeitando a liberdade religiosa, mas com ponderação da forma de manifestação.
Isso tudo ocorre em um contexto de regras mais claras que entram em vigor a partir de 14 de setembro de 2026, visando reduzir incidentes a bordo sem comprometer direitos de expressão. A matéria não analisa posicionamentos ideológicos, apenas os aspectos regulatórios e de segurança.
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