Estudo internacional aponta relação entre o excesso de controle parental e sofrimento entre jovens. Pesquisadores analisaram 38 estudos independentes e identificaram que entre 70% e 90% mostram associação entre pais que supervisionam demais e piora emocional dos filhos. Não houve evidência de benefícios nesse conjunto.
Uma metanálise mais abrangente, envolvendo 53 estudos, concluiu que o estilo conhecido como “pai/mãe helicótero” reduz a autoconfiança dos jovens, prejudica o desempenho escolar e aumenta riscos de depressão e ansiedade. Os resultados reforçam a correção de trajetórias que privilegiam autonomia.
A pesquisa avaliou impactos a partir da adolescência até a vida universitária e entrada no mercado de trabalho. Em especial, observa-se que a falta de oportunidades para enfrentar desafios pode deixar os jovens menos preparados para lidarem com obstáculos.
Resultados de pesquisas
Os estudos destacam que o controle excessivo tende a desaparecer gradualmente quando os jovens entram na universidade ou no mercado. A transição expõe a necessidade de habilidades de resolução de problemas, comunicação e gestão de frustrações sem a intervenção constante dos pais.
Especialistas ressaltam que a parentalidade balanceada, com apoio apropriado, favorece a autogestão emocional. A abordagem sugerida envolve estabelecer limites, incentivar a tomada de decisões e acompanhar sem eliminar dificuldades.
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