O Brasil aparece em posição de destaque num relatório internacional sobre golpes digitais, ficando em terceiro lugar no ranking de países com mais contas invadidas. Os dados abrangem 2025, quando o país registrou cerca de 22 mil ocorrências. Globalmente, o número de contas violadas ultrapassa 1 milhão no último ano.
O estudo aponta que os golpes migraram do foco tradicional para ataques via mensagens e páginas falsas. A pesquisa indica que 48,5% dos incidentes começam em sites fraudulentos de compras, com dados como CPF e telefone facilitando o acesso aos dispositivos.
Entre as consequências, uma vítima mencionada no relatório relata perdas significativas: mais de oito contas violadas e cerca de R$ 25 mil em prejuízo. Mesmo após mudanças de celular e senhas, o golpe persiste.
Mudança no perfil dos ataques
Especialistas destacam que o uso de mensagens falsas, links enganosos e páginas clonadas se tornou comum. A automação permite alcançar várias vítimas rapidamente, ampliando o alcance dos golpes. A orientação é manter senhas únicas e atenção a solicitações incomuns.
Para prevenção, há medidas oficiais. O Banco Central oferece serviço que permite bloquear o CPF para abertura de novas contas, dificultando a ação de fraudadores. Também vale checar a origem de mensagens e não fornecer dados sensíveis.
Detalhes e desdobramentos
O relatório detalha que as fraudes costumam explorar dados como telefone e CPF para contornar verificações de segurança. O Brasil, Índia e Espanha aparecem como os três maiores alvos do tipo de ataque. Havia expectativa de avanço de golpes por meio de aplicativos e redes sociais.
Autoridades pedem vigilância constante e educação digital para evitar que usuários caiam em golpes. Organizações de defesa do consumidor reforçam a necessidade de atualização de senhas e de atualização de aplicativo de mensagens.
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