Raimundo Rodrigues Pereira morreu nesta manhã, aos 85 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família.
O jornalista recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo em 1972 pela edição da revista Realidade, da Editora Abril, dedicada à Amazônia. A honraria, na época, era reconhecida como o maior prêmio da imprensa brasileira.
Durante a ditadura militar, Pereira deixou a grande imprensa e fundou o semanário Movimento, uma linha editorial que resistia ao arbítrio. Entre 1975 e 1981, enfrentou censura e diversas dificuldades impostas ao período.
Constituiu, assim, um marco na imprensa democrática brasileira, sendo lembrado pela atuação de resistência e pela defesa da liberdade de imprensa em momentos de repressão.
A notícia ressalta ainda a carreira premiada e a trajetória de liderança em veículos que buscavam uma imprensa mais independente. O legado fica marcado pela defesa de princípios jornalísticos em tempos difíceis.
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