A Meta encerrou o contrato com a Sama, empresa do Quênia, após denúncias de que funcionários da Sama analisavam vídeos íntimos de usuários captados pelos óculos Ray-Ban Meta. A decisão ocorreu poucos meses depois de as equipes relatarem falhas no atendimento aos padrões da empresa.
Usuários apontaram que, entre fevereiro e março, trabalhadores da Sama precisavam revisar vídeos de pessoas em situações privadas, em casas e em banheiros. A Meta afirmou que o conteúdo era utilizado para treinamento de IA, com consentimento do usuário, mas que a parceria foi encerrada.
A Sama sustenta que atuou dentro dos padrões de qualidade e segurança, e que não houve notificação de falhas. A Meta, por sua vez, disse que decidiu interromper a relação por não atender aos padrões exigidos.
Encerramento da parceria gera impactos
A rescisão de contrato resultaria na demissão de mais de 1.100 colaboradores da Sama, segundo informações veiculadas pela imprensa internacional. A Meta informou à BBC que a decisão foi tomada por não haver conformidade com as normas de qualidade.
O caso envolve ainda a revisão de conteúdos por humanos para aprimoramento da IA da Meta. Em nota, a empresa destaca que fotos e vídeos são privados e que o objetivo é melhorar o desempenho dos serviços com consentimento explícito.
A controvérsia levanta preocupações sobre a privacidade, já que os óculos Ray-Ban contam com câmeras que podem registrar sem aviso. Autoridades de proteção de dados do Reino Unido solicitaram esclarecimentos à Meta, considerado um tema sensível.
A Meta informou que investiga as denúncias enquanto analisa medidas para evitar novas ocorrências. Em comunicado, a empresa ressaltou o compromisso com a privacidade dos usuários e com a conformidade legal.
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