Nos Gideões 2026, a pastora Helena Raquel pediu que vítimas de violência doméstica denunciassem seus agressores, criticando o silêncio de muitos espaços religiosos. O pronunciamento ocorreu durante o 41º Congresso, em Camboriú, Santa Catarina, no último sábado.
Ela relacionou o tema à passagem bíblica de Juízes 19, destacando que igrejas costumam desencorajar denúncias para evitar escândalos. A pastora pediu coragem às mulheres e orientação para sair de situações de risco.
Raquel afirmou que o tempo de orar por quem agride acabou e orientou as vítimas a buscar apoio em delegacias, redes de atendimento e locais seguros. Mencionou também a importância de não aceitar desculpas de agressão.
A orientação se estendeu aos pais das vítimas, descontrariando a ideia de que o agressor é ungido. Ela enfatizou que pedófilos e agressores não devem ser tolerados dentro do ambiente familiar ou religioso.
Ao compartilhar a mensagem em redes sociais, Helena reiterou que a igreja não pode se omitir diante de abusos. Disse que ungido não justifica violência e que a igreja precisa ser lugar de cura, não de medo.
A líder reconheceu a necessidade de canais de atendimento para denúncias. Citou o Disque 100 e o Ligue 180 como opções para mulheres que sofrem violência, com orientação e apoio especializados.
A repercussão incluiu elogios da senadora Damares Alves, que destacou a coragem da pastora em um grande evento evangélico. Ela lembrou dados que indicam alta violência entre mulheres evangélicas.
Damares também convidou a sociedade a apoiar pesquisas sobre violência no meio evangélico, enfatizando a importância de ações que protejam as mulheres e promovam denúncias.
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