O Cenipa retomou nesta terça-feira a coleta de vestígios no prédio atingido pela aeronave de pequeno porte que caiu no Bairro Silveira, em Belo Horizonte (MG). O acidente deixou três mortos e dois feridos, segundo informações oficiais.
Os trabalhos de apuração começaram na segunda-feira, quando a equipe chegou à capital mineira e iniciou as diligências no local. Nesta terça, a coleta de dados e vestígios foi intensificada para aprofundar as análises sobre as circunstâncias do ocorrido.
O local permanece isolado pela Polícia Militar, e o prédio está interditado para a perícia. Apartamentos 301 e 302, com escombros, e a lateral do edifício sofriam danos significativos pela queda da aeronave.
Aeronave e origem
O avião, prefixo PT-EYT, modelo EMB-721C, fabricado em 1979, tinha capacidade para até cinco passageiros. Saiu de Teófilo Otoni (MG) com destino a São Paulo, fez escala na Pampulha e seguiu viagem. Na chegada a BH, duas passageiras desembarcaram e uma pessoa embarcou, conforme a PCMG.
O susto ocorreu poucos minutos após a decolagem às 12h16, quando o piloto informou dificuldades para ganhar altitude. A NAV Brasil registrou emissão de mayday com falhas críticas. A torre orientou o retorno, mas não houve resposta.
O monomotor permaneceu no ar cerca de cinco minutos após a decolagem e colidiu com o edifício na Rua Ilacir Pereira Lima, entre o 3º e o 4º andar. Parte da fuselagem ficou presa ao prédio, enquanto cauda e destroços atingiram o estacionamento de um supermercado vizinho.
Vítimas e atendimento
Entre os ocupantes, três morreram no local. O piloto, Wellinton de Oliveira Pereira, 34 anos, morreu no local. Fernando Moreira Souto, 36, filho do prefeito de Jequitinhonha, foi registrado como vítima. Leonardo Berganholi Martins, 50, chegou a ser socorrido, mas faleceu no hospital João XXIII.
Dois sobreviventes, Arthur Schaper Berganholi, 25, e Hemerson Cleiton Almeida Souza, 53, foram encaminhados ao mesmo hospital e estavam estáveis segundo a Fhemig.
Investigações em andamento
Além do Cenipa, a Polícia Civil de Minas Gerais conduz apuração para identificar eventuais responsabilidades e as condições do voo, incluindo verificação de eventual consumo de álcool pelo piloto. Até o momento, não há confirmação sobre o abastecimento da aeronave na Pampulha.
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