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Feminicídio: uma mulher morta a cada 25 horas em SP no 1º trimestre de 2026

No primeiro trimestre de 2026, São Paulo registra 86 feminicídios, uma vítima a cada 25 horas, aumento de 41% frente a 2025

Manifestantes exibem cartazes com mensagens impactantes durante uma marcha para denunciar o aumento dos casos de feminicídio e protestar contra todas as formas de violência contra a mulher, em São Paulo, Brasil
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Uma mulher foi morta em feminicídio a cada 25 horas no estado de São Paulo nos três primeiros meses de 2026. O total de casos chegou a 86, segundo a SSP, com estudo do Instituto Sou da Paz. O dado aponta aumento de 41% em relação a 2025.

Ainda conforme o levantamento, a violência contra a mulher vem aumentando em outras frentes. Os casos de lesão corporal dolosa subiram 47% entre 2022 e 2026, somando 19.249 ocorrências no estado. Casos de estupro de vulneráveis cresceram 22%, com 2.941 registros no período.

Contexto: leitura sobre políticas públicas e ações

O instituto aponta falhas na promoção da segurança feminina e sugere ações como acolhimento adequado às vítimas, medidas protetivas rápidas e monitoramento de agressores com tornozeleira eletrônica. Também enfatiza campanhas de conscientização e educação para combater discursos misóginos.

A SSP informou que o enfrentamento da violência contra a mulher é prioridade do governo paulista. O estado ampliou a rede com 144 DDMs e 173 Salas DDM para atendimento remoto, além de reforçar o efetivo com mais de 650 policiais. Estão previstas 69 novas salas DDM.

Além disso, a SSP cita o aplicativo SP Mulher Segura para registro de ocorrências online e o botão do pânico para quem tem medida protetiva. O pacote de ações inclui um Plano de Metas Decenal e a expansão do monitoramento eletrônico de agressores.

A Polícia Civil reforçou o combate aos crimes, com operações especializadas. Nos últimos três meses, mais de 2 mil homens foram presos em flagrante ou por mandados relacionados a violência contra mulheres.

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