A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza nesta terça-feira a segunda fase da Operação Torniquete. A ação mira o comércio ilegal de armas e ocorre na Nova Holanda, no Complexo da Maré, e em Bonsucesso. Trabalhadores da investigação contam com apoio do DPGE e da Coordenadoria de Recursos Especiais.
Moradores relatam troca de tiros durante a incursão na comunidade, conforme apurado pela equipe. A operação envolve mandados de busca e apreensão de documentos, aparelhos e mídias digitais para avançar as investigações.
De acordo com as apurações, há uma estrutura organizada dedicada à aquisição, ocultação e distribuição de materiais ilícitos. Indícios apontam atividades ligadas ao comércio de armas, munições e acessórios.
Documentos falsificados, empresas de fachada e plataformas digitais também aparecem como ferramentas usadas pelo grupo, segundo os investigadores. O objetivo é identificar novos envolvidos e aprimorar o caso.
Nesta fase, o foco é cumprir mandados, coleta de evidências e continuidade das investigações. A operação integra a segunda etapa da Torniquete, voltada a roubos, furtos e receptação de cargas e veículos.
Segundo a Polícia Civil, desde setembro de 2024 já foram presas mais de 900 pessoas no contexto da operação. Também houve recuperação de cargas e veículos, avaliadas em mais de R$ 52 milhões, com bloqueios de bens superiores a R$ 70 milhões.
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