O piloto e dois empresários morreram quando um monomotor colidiu com um prédio em Belo Horizonte na segunda-feira, 4 de maio. Ao todo, três pessoas faleceram e duas ficaram feridas. A aeronave não possuía autorização para operação de táxi aéreo, apurou a imprensa.
As circunstâncias exatas do voo ainda não estavam claras nesta primeira apuração. Não houve confirmação sobre se o serviço era irregular, ou se o avião era de uso privado, lazer ou transporte corporativo sem cobrança.
O caso integra uma série de acidentes envolvendo aviação privada no Brasil. Em janeiro de 2025, um avião não conseguiu aterrissar em Ubatuba e cruzou uma praça até parar na praia. Em Gramado, no RS, outra aeronave colidiu com uma chaminé, atingindo uma casa e uma loja.
Contexto e números
Segundo o Cenipa, a aviação privada responde por 470 das 789 mortes registradas entre 2015 e fevereiro de 2025 na aviação geral. O táxi aéreo soma 65 óbitos nesse período, enquanto a aviação regular tem 62 vítimas após o acidente da VoePass, em Vinhedo, em 2024.
Aumento de mortes na aviação privada em 2024 foi observado após queda no ano anterior. Especialistas apontam que o fator humano é comum entre acidentes, destacando a necessidade de treinamento e infraestrutura adequados.
Medidas e debates
Especialistas defendem maior uso de simuladores de voo para treinar cenários de mau tempo, pane ou falha de motor. A prática não é obrigatória para todos os tipos de aeronaves, segundo relatos do setor.
A discussão sobre aeronaves de maior porte levanta a questão de pilotos single ou dupla tripulação, especialmente em jatos. Além disso, a infraestrutura aeroportuária, como torres de controle, é apontada como fator que pode reduzir riscos.
Para especialistas da área, disciplina operacional e qualificação dos pilotos são cruciais. Recomenda-se que pilotos operem apenas pistas compatíveis com o equipamento e que haja aperfeiçoamento contínuo da formação, com foco na segurança.
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