O Brasil atingiu 72% de escolas públicas com conectividade considerada adequada em março deste ano, contra 43% em 2023. O objetivo é universalizar a internet nas unidades, conforme dados oficiais do governo. Ainda há lacunas regionais relevantes.
Na Região Norte, o cenário varia entre 58% e 30% de escolas com conectividade adequada, com estados como Amazonas, Acre, Roraima e Amapá apresentando índices baixos. Em São Paulo, o índice é de 64%, enquanto Paraná e Piauí aparecem no topo, com 86% e 84%, respectivamente.
Conectar todas as escolas públicas esteve entre as metas anunciadas pelo governo, que lançou a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas em 2023. Até março, o governo apurou que 99 mil escolas atendem aos padrões de uso pedagógico (níveis 4 e 5), e 39 mil não atingem esses parâmetros; entre estas, 7,3 mil não possuem conexão adequada nem Wi‑Fi.
Dinâmica de financiamento e recursos parados
A maior parte do saldo de R$ 1,97 bilhão, proveniente de lei de 2021, permanece sem execução. O montante foi criado para ações de conexão, mas está retido nos estados. O valor total, já com rendimentos, soma cerca de R$ 4,1 bilhões. Caso não seja utilizado, volta ao Tesouro.
Entre os estados, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amazonas e Maranhão concentram metade desse saldo. O governo federal afirma que parte dos recursos já foi destinada a projetos de conectividade, como Chromebooks e redes wi‑fi, em diferentes regiões.
Especialistas apontam que o desafio não é apenas conectar, mas ampliar o uso pedagógico. Dados apontam que menos da metade das escolas possui número adequado de computadores e que cerca de 1 em cada 3 não tem dispositivo para estudantes.
A percepção de avanço é compartilhada por gestores estaduais, ainda que com ressalvas. O painel do MEC indica que 62,5% das escolas da Região Norte já têm conectividade adequada, mas o índice permanece abaixo da média nacional.
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