A polícia prendeu Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, nesta quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro. Ele é suspeito de descumprir regras do regime semiaberto, o que motivou a prisão. O caso voltou a ganhar repercussão por envolver decisão judicial anterior.
Eliza Samudio denunciou Bruno por ameaça e agressão em 2009, quando ainda disputava a paternidade do filho que teve com o jogador. Segundo registros, as ameaças teriam ocorrido em entorno de delegacias. A denúncia integrou a trajetória que culminou no crime.
Em junho de 2010, Eliza foi colocada sob poder de cúmplices do ex-jogador, em Minas Gerais, após ser levada de um hotel no Rio de Janeiro. O filho da vítima foi mantido refém em um sítio, enquanto a investigação apurava o envolvimento de múltiplos acusados.
No dia 10 de junho, Eliza foi levada à casa de Bola, ex-policial, que a asfixiou e ocultou o cadáver, nunca encontrado. O bebê ficou sob cuidados de Dayanne Rodrigues, ex-mulher de Bruno, sendo entregue a outras pessoas dias depois.
Ao todo, nove pessoas teriam participação no sequestro e assassinato. Em 2012, Macarrão apontou Bruno como mandante; o ex-jogador foi condenado a mais de 22 anos de prisão. Outras condenações também foram impostas a cúmplices.
Bruno Fernandes recebeu progressão de pena até 2019, quando passou ao regime semiaberto. Em 2023, teve direito à liberdade condicional. Em março de 2026, voltou a ser considerado foragido, e a Justiça ordenou a prisão novamente após violar condições.
A ordem atual de prisão foi expedida devido a descumprimento de regras de concessão do benefício. O ex-jogador foi localizado e preso em São Pedro da Aldeia, segundo informações oficiais. A investigação continua para esclarecer novas informações.
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