Lorenna Rocha, 40, de Florianópolis, vivia com dores abdominais e sangramentos há meses, diagnostico inicialmente atribuído ao pós-parto. Depois de diversos atendimentos, ela descobriu ter dois DIUs: um dentro do útero e outro deslocado para o intestino. A confirmação ocorreu após exames, gerando indignação pela sensação de não ter sido ouvida pelas equipes médicas.
A engenheira e corretora de imóveis relata um histórico de dificuldades para engravidar, incluindo abortos espontâneos e gestações complicadas. Em março de 2024, um DIU de cobre foi colocado após o nascimento de Ravi. A orientação foi retornar após o primeiro ciclo menstrual, sem ultrassom de checagem. O acompanhamento posterior não identificou o deslocamento do dispositivo.
Em agosto de 2025, Ayla nasceu saudável, depois de uma gravidez de alto risco associada ao DIU. No parto, o DIU aparentemente não foi localizável nos exames e apenas após a internação foi descoberto que ele não estava mais dentro da cavidade uterina, mas já havia deslocado para o intestino. A partir de então, Lorenna passou por exames que mostraram o DIU movendo-se pelo corpo.
Diagnóstico definitivo levou a intervenção cirúrgica, em que houve necessidade de retirar parte do intestino e o útero. A situação ocorreu após episódios de dor persistente e sangramento, que médicos chegaram a classificar como adaptação ao DIU, antes de confirmar o deslocamento para a cavidade abdominal.
Segundo Lorenna, a dor e o sangramento persistiram por meses, com falas repetidas de que não se tratava de normal. A cirurgia, porém, só ocorreu após avaliação de um novo time médico e realização de exames especializados. O caso evidencia falhas no monitoramento pós inserção e a necessidade de exames regulares para confirmar o posicionamento de DIUs, especialmente durante gestações.
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