Paraguai expandiu, em 2011, a Reserva da Biosfera do Chaco para cerca de 7,5 milhões de hectares, buscando proteger a maior floresta tropical seca do mundo e comunidades indígenas. Mesmo assim, a área sofre com desmatamento decorrente de agropecuária.
Observadores apontam falhas na fiscalização. A ONG Iniciativa Amotocodie contesta a aplicação de normas, dizem que regras são apenas forma de proteção sem controle efetivo sobre atividades humanas. A ONG defende os Ayoreo em defesa de suas florestas.
O que mudou ao longo do tempo
Em 2001, a reserva original tinha 4,7 milhões de ha e, em 2011, ganhou extensão. A UNESCO incluiu a área em 2005, destacando o pluriculturalismo Ayoreo. Regiões de transição e de proteção não estão plenamente definidas, segundo UNESCO.
Indígenas Ayoreo-Totobiegosode dependem da floresta para alimentação, abrigo e remédios, e enfrentam riscos com o avanço do desmatamento. Grupos Ayoreo têm relatado deslocamentos e pressões de ocupação de terras.
Envolvidos e posição institucional
MADES, responsável pela política ambiental, é criticada por não aplicar integralmente as regras na extensão da reserva. Parlamentares já apresentaram projetos para fortalecer proteção, mas não chegaram à votação. Ministérios vêm sendo cobrados por transparency.
UNESCO pediu, em 2023, revisão do zoneamento e a criação de um plano de manejo que inclua comunidades, com resposta prevista até 2026. Organizações indígenas mantêm ações de fiscalização e objeções a licenças que violam regras.
Entre na conversa da comunidade