A advogada Viviane Carvalho Souza Araújo relata ter sido retirada de um voo da Latam no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, após ter tentado embarcar com o carrinho de bebê do filho de 1 ano. O episódio ocorreu na manhã de segunda-feira (4), durante o embarque do voo de São Paulo para Brasília.
Viviane viajava sozinha, com o bebê no colo, o carrinho dobrável permitido em cabines e duas bolsas. Ao chegar ao embarque, a chefe dos comissários informou que o carrinho deveria ser despachado do lado de fora. A advogada pediu apoio para acomodar o item na cabine, por não ter ajuda disponível.
Segundo o relato, a funcionária alegou não poder ajudar e repetiu a orientação da empresa. A conversa escalou e houve uma acusação de desrespeito por parte da comissária de bordo, conforme o depoimento da passageira. O tom da comunicação foi descrito como ríspido pelos envolvidos.
Ao pedir para falar com o responsável pelo voo para registrar a reclamação, Viviane afirma ter sido avisada pela funcionária de que, se não desembarcasse, acionariam a polícia. Ela seguiu para o assento, momento em que a Polícia Federal foi chamada para retirar mãe e filho.
A advogada contou à CNN Brasil que se sentiu humilhada e injustiçada, especialmente porque o filho pequeno presenciou a situação. Um boletim de ocorrência foi registrado no 2° Distrito Policial de Congonhas por Viviane.
A Latam informou ter solicitado apoio da Polícia Federal durante o embarque do voo LA3203 (São Paulo/Congonhas–Brasília) após a discordância sobre as normas de segurança para a acomodação do carrinho. O atraso do voo foi de 18 minutos, segundo a empresa.
A Latam destacou que a passageira foi realocada gratuitamente para o voo LA3004, da mesma rota, no qual o carrinho foi transportado conforme os parâmetros de segurança. A companhia afirmou que todas as ações visam a segurança de passageiros e tripulação e que os tripulantes recebem treinamento para lidar com situações a bordo.
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