Nos últimos meses, a prática de roubo de celulares em São Paulo tem se consolidado como uma epidemia criminosa. A ação é rápida: violento impacto na janela, vidro quebrado e o celular levado em segundos, deixando a vítima em choque e perplexa.
A face do delito envolve gangues organizadas que atuam em várias regiões da cidade, além de indivíduos que roubam em motos ou bicicletas e furtos ocorridos dentro de ônibus ou no metrô. O problema atinge diferentes camadas da população, sem distinção de classe social.
Em Pinheiros, bairro da zona oeste, a média é de 23 aparelhos roubados por dia no primeiro trimestre. No ano de 2025, o estado registrou 154 mil roubos e furtos de celulares — uma média de 422 por dia, segundo dados oficiais do governo.
A operação policial busca coibir a atuação das gangues e ações de inteligências, com monitoramento por câmeras em áreas sensíveis. Contudo, especialistas apontam que o cerco precisa ir além do fronte de rua: desmantelar receptadores e o comércio ilegal de peças usadas.
Parte do risco está no fluxo de aparelhos apreendidos, que alimenta o mercado paralelo. Boa parte dos celulares é encaminhada para mercados informais e, em alguns casos, é enviada a outros países, onde são desbloqueados e revendidos, inclusive por redes criminosas internacionais.
Para o dono de dispositivo, a orientação passa por medidas de cuidado e verificação da procedência de equipamentos adquiridos ou reparados, reforçando a vigilância sobre a origem dos aparelhos e serviços ligados aos mesmos.
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