A advogada de Elize Matsunaga revelou detalhes sobre a filha do casal e sobre o que envolve o possível reencontro desde que Elize passou ao regime aberto. A discussão ocorreu em entrevista à imprensa, com foco no documentário que a defesa planeja apresentar.
Juliana Fincatti explicou que a filha, na época do crime, tinha um ano. A criança permanece sob a guarda dos avós paternos, que possuem condições financeiras fortes, e há o temor de que ela seja levada para o exterior. A advogada destacou o objetivo do material: apresentar a versão da mãe com credibilidade.
Segundo a defesa, a confissão de Elize não visava reduzir a pena, mas permitir que a filha conheça, por meio do documentário, o que ocorreu e quem foi o pai. A ideia é que a menina, hoje adolescente, tenha acesso a informações para formar seu próprio entendimento.
A advogada comentou ainda sobre a possibilidade de contato futuro entre Elize e a filha. Embora haja distância entre elas, a equipe jurídica não descarta a curiosidade natural de conhecer a origem. O material também seria lançado em várias línguas para alcance internacional.
Elize Matsunaga cumpre regime aberto desde 2022 após condenação por homicídio qualificado de Marcos Matsunaga, em 2012. A vida pública da trabalhadora permanece discreta, com a única entrevista concedida justamente para o documentário produzido pela própria defesa.
O caso envolve ainda relatos sobre como a filha ficou sabendo da história ao completar 11 anos, quando descobriu que Marcos era seu pai. O episódio é citado pela biografia de Elize para contextualizar o vínculo familiar e o impacto psicológico para a criança.
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