A ocupação da reitoria da USP já passa de 50 horas, com estudantes mantendo o prédio ocupado e reclamando de reajustes no apoio à permanência. Aproximadamente 150 a 200 alunos se revezam em turnos, organizando tarefas, agenda cultural e limpeza.
O movimento, liderado pelo DCE, começou na quinta-feira, 7. A cada dia, os estudantes reiteram que não vão encerrar a ocupação sem atendimento às reivindicações, especialmente o aumento do auxílio-permanência.
Para este domingo, 10, a organização planeja ações ligadas ao Dia das Mães, incluindo um almoço e atividades culturais para as mães dos estudantes presentes. A ideia é mobilizar apoio externo ao protesto.
A reitoria afirma que não há novas rodadas de negociação no momento. Segundo o reitor Aluísio Segurado, assembleias previstas para a próxima semana poderão influenciar a continuidade da greve, caso haja avanços reais.
Segurado também mencionou a possibilidade de recorrer à Justiça para retomar o prédio, caso as negociações não avancem. O reitor lembrou que, em 2023, houve atuação semelhante para pacificar ocupações em outros campi da universidade.
Os estudantes destacam que, apesar de três rodadas de negociação, a reitoria não aceitou a proposta de reajuste do PAPFE. O objetivo é elevar o benefício para R$ 1.804 mensais, valor equivalente ao salário mínimo paulista.
Entre os pontos da pauta, há críticas à gestão de serviços da universidade, como o Bandejão, a moradia estudantil e o Hospital Universitário, que, segundo eles, perdeu cerca de 30% do quadro de funcionários na última década.
Desde o início da greve, o grupo argumenta que a crise de permanência e a qualidade do ensino justificam manter a ocupação até que haja avanços significativos nas pautas. A mobilização ganhou apoio entre estudantes de diferentes cursos.
A reitoria enfatiza que houve avanços limitados nas negociações e que a atuação institucional busca equilíbrio entre manter o funcionamento da universidade e atender às demandas estudantis, sem abrir mão da normalização das atividades acadêmicas.
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