A decisão de terminar o ano letivo do México um mês antes para facilitar viagens durante a Copa do Mundo gerou críticas de pais em todo o país. A medida, anunciada pelo Secretário de Educação, Mario Delgado, pediu que o ano escolar encerrasse em 5 de junho.
Segundo Delgado, o fim das aulas antes do previsto considerou o aumento de tráfego durante o torneio e previsões de calor extremo. A decisão, afirmou, foi tomada de forma unânime entre estados, com o começo do próximo ano mantido para 31 de agosto.
A medida, no entanto, enfrentou resistência de pais, alunos e entidades sindicais. Executivos e pais questionaram avaliações em andamento e custos de atividades de verão, além da logística de cuidados infantis.
Reações de pais e entidades
Diversos pais criticaram a mudança, destacando que as avaliações já estavam em curso. A preocupação também incluiu o custo de atividades de recesso e a logística de cuidado infantil para famílias.
A Confederação Nacional dos Sindicatos de Pais classificou a decisão de unilateral e disse que impedir aulas por causa da Copa é inadequado. O grupo questionou a justificativa apresentada pelo governo.
A Coparmex pediu que estados elaborem soluções locais para enfrentar o calor e as interrupções de viagem, reduzindo impactos na economia. O tema também gerou críticas de governos estaduais que discordaram da proposta.
Contexto da Copa e segurança
A organização conjunta com EUA e Canadá prevê jogos entre 11 de junho e 19 de julho em várias cidades, incluindo Guadalajara. Autoridades asseguraram que não há risco para fãs, e o país planeja forte presença de segurança nas ruas.
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