No dia 2 de maio, a pastora Helena Raquel chamou atenção ao abordar o tema da violência contra mulheres e crianças durante o 41º Congresso Internacional dos Gideões Missionários da Última Hora, em Camboriú (SC). A mensagem criticou o acobertamento de casos dentro de igrejas evangélicas e pediu ações para denunciar abusos.
Durante o encontro, que reuniu fiéis de diferentes igrejas pentecostais e é realizado há quatro décadas, Helena Raquel ensinou que muitas vítimas são orientadas a não denunciar. Ela afirmou falar pela experiência de quem cresceu em um lar cristão e presenciou relatos de agressões silenciados para não escandalizar.
A pastora enfatizou a necessidade de que mulheres busquem apoio e façam denúncias, inclusive em delegacias da mulher. Além disso, pediu que pais e mães acreditem nas crianças quando relato de abuso emergir, alertando que quem agride não é ungido e cobrando denúncias imediatas para ampliar a proteção.
O discurso também teve um recado direto às crianças que acompanhavam a transmissão pelo YouTube: em caso de violência, é preciso buscar ajuda confiável e acionar autoridades. Helena Raquel reforçou a importância de sair de situações de risco e de não tolerar comportamentos abusivos.
Quem é a pastora Helena Raquel
Helena Raquel tem 47 anos e dirige a Assembleia de Deus Vida na Palavra (ADPIV) com o marido, Eleomar Dionel, em Queimados, Rio de Janeiro. Ela é mãe de Maria Clara, adotada pelo casal, e atua como escritora, palestrante e mentora.
Além de autora de cerca de dez livros voltados ao público feminino, a pastora lidera o projeto Pastoras do Brasil, que oferece apoio a mulheres em posições de liderança religiosa. Ela possui presença expressiva nas redes sociais, com milhões de seguidores.
A mensagem do fim de semana, com duração de aproximadamente uma hora e meia, já soma alta repercussão online. Trechos divulgados em redes e canais oficiais alcançaram milhões de visualizações, ampliando o debate sobre violência institucional em espaços religiosos.
Panorama de alcance e repercussão
O conteúdo da fala ganhou destaque nas plataformas digitais, com cortes amplamente compartilhados. O vídeo completo do evento no canal dos Gideões já ultrapassou a casa das visualizações em milhões. O trecho publicado pela própria Helena Raquel também recebeu grande adesão.
Profissionais e organizações de defesa dos direitos da mulher acompanharam o tema, ressaltando a necessidade de políticas claras de proteção dentro de instituições religiosas. Não houve, até o momento, divulgação de dados oficiais que estabeleçam estatísticas sobre o tema no âmbito evangélico.
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