O Datafolha aponta que 40% dos brasileiros com 16 anos ou mais foram vítimas de algum tipo de crime nos últimos 12 meses. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios em 9 e 10 de março. O estudo foi encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A margem de erro para os dados gerais é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. No recorte por tipo de crime, há variações conforme a natureza da violência, segundo o levantamento.
Golpes digitais são os mais comuns
Golpes digitais que resultam em perdas financeiras atingem 15,8% dos entrevistados, equivalentes a 26,3 milhões de pessoas. A margem de erro para esse item é de 1,6 ponto.
Casos em que alguém conhecia uma vítima de assassinato somam 13,1% dos respondentes. Fraude ou desvio por aplicativos bancários ou Pix atingem 12,4%, e celular furtado ou roubado aparece em 8,3%.
Assaltos e violência nas ruas
6,5% dos brasileiros disseram ter sido assaltados nas ruas nos últimos 12 meses. Outros 6,2% relataram ter um familiar ou conhecido morto durante um assalto.
Agressão física por parceiro ou ex-parel com 3,8% e agressão sexual com 1,4% também aparecem entre os resultados. Esses itens revelam padrões de violência que variam conforme o cenário.
Dessemelhanças por classe social
Entre as classes A e B, golpes pela internet são o principal tipo de crime, com 21,8%. Fraude por apps ou Pix chega a 14,5%, e 11,5% disseram ter tido alguém próximo morto.
Na classe C, golpes digitais chegam a 16,3%, fraude por apps ou Pix 13,4% e homicídio de familiar ou conhecido 12,7%.
Entre as classes D e E, a maior percepção é de assassinato de alguém próximo, com 15,2%. Também aparecem casos de bala perdida (11,8%) e golpes pela internet (10,2%).
Perspectiva por gênero
Entre homens, o maior item é golpe que envolve perda de dinheiro pela internet ou celular (17,6%), seguido de fraude por apps/Pix (13,4%) e assassinato de familiar ou conhecido (13,1%).
Entre mulheres, golpes e perda de dinheiro lideram com 14,1%. Em seguida aparecem assassinato de familiar ou conhecido (13,1%) e fraude ou desvio (11,6%).
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