Anna Jarvis é creditada pela origem do Dia das Mães nos Estados Unidos no início do século XX, após a morte de sua mãe, Ann Reeves Jarvis, em 1905. Ela lançou uma campanha para que a data fosse reconhecida oficialmente.
Em 1911, todos os estados dos EUA reconheceram o feriado, e, em 1914, o segundo domingo de maio foi oficialmente adotado como Dia das Mães. Jarvis dedicou anos à causa, movida por uma oração que sua mãe lhe mostrou.
Origens e motivação
A história remonta à prática de mães cuidadosas em tempos anteriores, mas Jarvis quis criar um dia específico para as mães, em memória de Ann Reeves e de seu trabalho na saúde pública. Sua campanha envolveu cartas a autoridades e figuras públicas.
Jarvis descreveu o Dia das Mães como uma celebração de serviço materno, sem o viés comercial que cresceria mais tarde. A ideia era honrar mães que colocavam os filhos em primeiro lugar.
Mudança de rumo e reação
Com o tempo, a data ganhou força entre comerciantes de flores, cartões e presentes, transformando-se em um grande calendário de vendas. Jarvis, porém, passou a criticar esse peso comercial.
A ativista chegou a protestar contra aumentos de preços e a alegar que o feriado deveria manter o significado original, centrado no afeto pessoal em vez de consumo elevado. Ela chegou a ameaçar ações contra empresas.
Legado e controvérsia
Antes de morrer em 1948, Jarvis confidenciou a um jornalista que lamentava ter criado o Dia das Mães. Seu legado é reconhecido pela oficialização histórica da data, mas a relação com o comércio permanece controversa.
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