Marilyn Monroe’s Brentwood casa, local de uma das fases finais de sua vida, permanece em estado de indefinição após os donos atuais tentarem demolir o imóvel, mas serem interrompidos por uma campanha pública de proteção histórica. A residência não é ocupada desde 2019 e já deixou de ser apenas uma casa para se tornar um símbolo histórico ligado à atriz.
Os proprietários atuais, Brinah Milstein e Roy Bank, compraram o imóvel por 8,35 milhões de dólares em 2023 com a intenção de demolir a construção original e integrar o terreno à fazenda adjacente onde vivem há anos. Eles classificaram a casa como um estado de abandono e buscaram, inicialmente, a autorização para demolir.
A decisão de designar o local como monumento histórico-cultural, tomada em 2024, mudou o rumo do caso. Com a proteção, autoridades municipais passaram a ter poder para evitar que o imóvel seja destruído ou modificado de forma irreversível, independentemente da vontade dos proprietários. Em resposta, os donos entraram com ação judicial pleiteando indenização por violação de direitos de propriedade e pelo investimento de milhões que consideram ter se valorizado em função do projeto.
A Justiça federal chegou a rejeitar, nesta semana, a acusação de que a cidade teria tomado o controle privado de forma indevida, mantendo, porém, a possibilidade de uma nova queixa com argumentos mais fortes. Ainda não houve avanço relevante em tribunais estaduais para reverter a proteção historical designation. A moradia, no entanto, não tem condições de visitação pública, elevando dúvidas sobre o benefício direto ao público.
Preservacionistas destacam o valor simbólico do imóvel, que já foi cenário de conversas sobre independência pessoal da atriz e de sua carreira. A gestão pública alega que a função da designação é preservar traços históricos sem impor visitas obrigatórias, mas reforça que o estado pode agir caso o edifício se torne condição de subdesenvolvimento ou risco. Em paralelo, moradores próximos reclamam de visitas de turistas e de segurança, ao passo que muitos elementos originais já teriam sido substituídos ou removidos pelos proprietários.
Entre as tensões, o município afirma possuir ferramentas para agir se o estado da casa colocar em risco a segurança pública, incluindo medidas de reparo ou isolamento da estrutura, com custos que poderiam recair sobre os donos. O advogado dos proprietários afirma que seus clientes buscam compensação pelo valor perdido da propriedade e afirma que vender não é opção. Não houve manifestação pública de planos de aquisição pela prefeitura.
O caso envolve ainda complexidades legais quanto ao alcance da proteção histórica, ao direito de uso da propriedade e ao equilíbrio entre preservação e propriedade privada. A cidade reconhece a singularidade do contexto, mas reforça que as soluções devem respeitar as regras vigentes e o interesse público, sem exclusão de outras alternativas administrativas. O desfecho dependerá dos próximos passos legais e do que for possível analisar em tribunal.
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