A Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em Brasília, inaugurada em 1970, é considerada o maior símbolo modernista da arquitetura sacra do Brasil. O conjunto de 16 colunas curvas, cada uma pesando 90 toneladas, forma uma coroa que aponta para o céu da capital.
A construção foi viabilizada por uma engenharia inovadora, liderada por Joaquim Cardozo, com o projeto assinado por Oscar Niemeyer. As 16 estruturas, moldadas no local, foram içadas e unidas em um anel de compressão no topo, sustentando o conjunto.
A base das colunas fica ancorada em um anel de tração subterrâneo, garantindo que o peso seja distribuido de forma estável. A paleta visual transmite leveza, apesar da robustez dos elementos estruturais.
Estrutura e engenharia
Os vão entre as colunas formam uma nave circular, com o piso superior em circulação. O formato colaborou para um equilíbrio entre força e estética, característica marcante do estilo de Niemeyer na capital.
Iluminação e vitrais
Internamente, enormes vitrais em fibra de vidro, desenhados por Marianne Peretti, permitem a iluminação natural filtrada em tons de azul, verde e branco. O contraste entre o concreto externo e o colorido interior é distintivo.
O projeto substituiu peças acrílicas por vidros especiais, diante do clima seco de Brasília, para manter isolamento térmico e preservar as cores originais da obra.
Experiência do visitante e urbanismo
O túnel de acesso, em posição estratégica, conduz o visitante a uma clareza monumental ao entrar. A catedral corta a simetria da Esplanada dos Ministérios, funcionando como ponto de pausa visual no eixo urbano.
Para muitos, a construção não é apenas um templo; é uma escultura de concreto que demonstra a capacidade da engenharia brasileira de transformar o espaço público.
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