A Bayer está adotando um modelo de gestão baseado em competências, deslocando a ênfase de cargos para habilidades. A mudança está sendo implementada em toda a organização, com alocação de talentos em projetos conforme o que sabem fazer.
A ideia é descentralizar estruturas hierárquicas e favorecer a colaboração entre equipes. A proposta já é praticada por cerca de 70% dos empregadores nos EUA, segundo estudo da NACE divulgado em 2026.
A multinacional alemã atua no Brasil há 130 anos e conta com 4.600 funcionários distribuídos entre farmacêutica, agrícola e saúde do consumidor. O objetivo é impulsionar inovação ao conectar pessoas a projetos pela competência.
Para a Bayer, a educação contínua é o motor da transformação. A iniciativa busca quebrar silos internos e ampliar o protagonismo dos colaboradores na construção de trajetórias dentro da empresa.
A parceria com a Unico Skill viabiliza o acesso a uma plataforma com milhares de opções de formação, desde graduações até idiomas e mentorias. O modelo oferece educação ilimitada mediante um valor fixo por pessoa.
Joca Oliveira, CEO da Unico Skill, ressalta que a Bayer investe em inovação para democratizar o acesso à educação. A empresa utiliza o ecossistema educacional para ampliar oportunidades internas de carreira.
Segundo a Unico Skill, a plataforma reúne mais de 26 mil opções de cursos em instituições de ensino no Brasil e no exterior, com remuneração de projetos alinhada às competências desenvolvidas.
O relatório apresentado pela Bayer aponta que organizações que adotam esse tipo de modelo costumam ter maior satisfação dos colaboradores e melhores resultados, aumentando a agilidade e o dinamismo da operação.
Dados internos indicam que, para o Brasil, o investimento em educação pode ampliar o retorno para a empresa e, ao mesmo tempo, elevar o salário médio dos profissionais com formação superior, reduzindo a taxa de desemprego.
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