O Parque Municipal do Bixiga, área de 11,1 mil m² adjacente ao Teatro Oficina, passou a ter projeto definido após longo embate na cidade. A prefeitura anunciou, em 2024, a aquisição do terreno para a implantação do parque no coração do bairro.
O escritório Democratic Architects, liderado por André e Antônio Zanolla, venceu o concurso público. O prêmio para os ganhadores foi de R$ 130 mil, e a equipe será contratada para desenvolver as etapas seguintes de arquitetura, urbanismo e paisagismo.
O resultado do concurso foi divulgado pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente e será homologado em 17 de maio. A partir dessa data, inicia-se a contratação do projeto executivo, etapa anterior às obras.
Bosque ‘esponja’, arena e memória
O projeto prevê praças de acesso abertas 24h e banheiros públicos, com passarelas que garantem acessibilidade. O parque se conectará à horta da Rua Jaceguai e ao Teatro Oficina, preservando o espaço da casa de espetáculos.
A proposta também inclui uma arquibancada ao ar livre atrás do Oficina para apresentações, além de uma pequena praça ao redor de uma árvore associada a Lina Bo Bardi e José Celso Martinez Correa, como espaço de memória.
O Ribeirão do Bixiga será renaturalizado, com galerias abertas, leito estabilizado e curvas redesenhadas. O objetivo é criar um “parque-esponja” que retenha água da chuva e reduza impactos, melhorando também a qualidade do ar e do som no entorno.
Perguntas da comunidade e perspectivas
Moradores do Bixiga destacam riscos de gentrificação com a valorização imobiliária decorrente do parque. Há pleitos para regulamentar o entorno como Território de Interesse da Cultura e da Paisagem (TICP), para manter moradores e preservar qualidades culturais e paisagísticas.
A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) afirmou que o TICP depende de regulamentação específica para definir seu escopo, procedimentos e papéis dos órgãos envolvidos. A Prefeitura tem dito que as ações serão acompanhadas com participação popular.
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