Ana Lúcia da Costa Silveira, professora de literatura e língua portuguesa, faleceu no dia 6 de abril, aos 59 anos, em Seropédica, Rio de Janeiro. A morte ocorreu em casa, após uma trajetória dedicada à educação e à cultura. A servidora foi vereada como um exemplo de dedicação ao ensino e à formação de gerações de estudantes.
Ao longo de quase quatro décadas, Ana Lúcia atuou no Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, onde virou paraninfa de formandos e ganhou reconhecimento pela espontaneidade e pela capacidade de construir discursos emocionantes. Era conhecida por promover projetos de redação que fortaleciam autoestima e compreensão do mundo entre jovens.
Iniciou a carreira como professora substituta e, mesmo sem cargo efetivo à época, demonstrou proatividade e entusiasmo. Defendia a educação como ferramenta humanista capaz de transformar vidas além dos muros da escola, inclusive por meio de excursões culturais financiadas com recursos próprios para estudantes vulneráveis.
Trajetória e legado
Colegas destacam seu amor por teatro e exposições artísticas, bem como o cuidado com a formação de alunos. Ela organizava visitas ao CCBB para democratizar o acesso à cultura e incentivava a imaginação como instrumento de aprendizado.
Segundo amigos e familiares, Ana Lúcia enfrentou saúde frágil após o diagnóstico de câncer de estômago, identificado durante exames de rotina. Ela passou por tratamentos e, posteriormente, enfrentou outro tumor, mantendo a postura de aceitar as dificuldades sem deixar de realizar viagens e atividades docentes.
Deixa a mãe, Olívia; o marido, Sérgio; os filhos Isabel e Serginho; além de muitos amigos e centenas de afilhados de formatura. A comunidade escolar lamenta a perda e relembra a influência de uma educadora que, segundo relatos, ensinou pelo exemplo e pela palavra.
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