Militares britânicos realizaram um lançamento de paraquedas em Tristão da Cunha, ilha remota no Atlântico Sul, para levar médicos, oxigênio e equipamentos hospitalares após a suspeita de hantavírus em um passageiro de cruzeiro. A operação envolveu seis paraquedistas e dois médicos.
A aeronave da Força Aérea Britânica partiu da Inglaterra, fez escala na Ilha de Ascensão e seguiu para Tristão da Cunha. No trajeto, o avião precisou de reabastecimento em pleno voo para concluir a missão.
Além da equipe médica, foram entregues cilindros de oxigênio e equipamentos hospitalares. O estoque de oxigênio na ilha estava crítico, segundo o governo britânico, justificando o lançamento aéreo.
Missão histórica e contexto de saúde
A ação é atribuída pelo governo britânico como a primeira vez em que o país realiza uma missão humanitária com médicos lançados de paraquedas. Os suprimentos visam atender um cidadão britânico a bordo do cruzeiro, que passou pela ilha em abril.
A Organização Mundial da Saúde informou que o homem apresentou sintomas compatíveis com hantavírus no fim de abril, permanecendo estável e isolado. A ilha não tem aeroporto e depende principalmente de transporte marítimo.
O Ministério da Defesa ressaltou que os estoques de oxigênio da ilha estavam praticamente zerados, tornando o envio aéreo a única opção para atendimento rápido ao paciente. A OMS confirmou o estado estável do paciente.
Tristão da Cunha abriga cerca de 200 moradores e fica entre a África do Sul e a América do Sul. A ilha não possui aeroporto permanente, o que dificulta emergências médicas e reforça a importância de logística aérea.
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